Caldas
da Rainha
Como
escreveu Ramalho Ortigão: "Caldas da Rainha é centro
da mais histórica, da mais pitoresca região de todo o país".
Fundada pela Rainha D. Leonor em 1495, nasceu à volta do Hospital Termal, que ao fim de cinco séculos de existência contínua, recebe anualmente milhares de aquistas que nestas águas procuram tratamento e repouso.
Caldas da Rainha tem na sua orla marítima as praias de Salir do Porto e Foz do Arelho, esta, previligiada pela natureza que surgindo entre a Lagoa de Óbidos e o mar, se torna local ideal para a prática de desportos náuticos e para a pesca.
Em contraste com o litoral, surgem paisagens rurais plenas de história e ricas de arvoredo, onde uma agricultura próspera em frutas e legumes abastece diariamente o tradicional mercado da fruta.
O seu povo, laborioso e hospitaleiro, vivendo essencialmente de agricultura, mas também das indústrias cerâmicas e do comércio, oferece a quantos o visitam o calor do seu acolhimento e os seus cinco séculos de história plena de nobres e grandes acontecimentos.
Perde-se
no tempo a tradição ceramista desta cidade. Figuras como
a de Maria dos Cacos, Manuel Cipriano Gomes (o Mafra), Francisco Elias,
Rafael Bordalo Pinheiro, deram à cerâmica das Caldas as características
que a celebrizaram e que apenas um conjunto de artistas como os que trabalham
nas fábricas desta cidade podem manter, aumentando-lhe o prestígio
e a fama.
Outras artes, como a pintura e a escultura, têm vindo a confirmar as Caldas da Rainha como um centro de artes plásticas, destacando-se na pintura Mestre José Malhoa e na escultura Mestre António Duarte e João Fragoso, naturais de Caldas da Rainha.
Visitar os Museus com os seus nomes e as suas obras, é percorrer autênticos espaços culturais vivos.
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