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Introdução
- Utilização
- Links
Introdução
Desde o fim de 96 que uso Linux, agora (00/07/20) decidi experimentar o FreeBSD.
Comecei por instalar o 3.0, uma versão antiga que tinha no CD de uma
revista espanhola, depois de instalar reparei que trazia muito pouco
além do sistema básico, os unicos pacotes eram do XFree86 e do
KDE. No dia seguinte comecei a puxar o 4.0 por FTP.
O FreeBSD é bastante diferente do linux em termos de
organização da distribuição.
A distribuição básica é composta por várias
directorias:
- floppies:
Contém as imagens de arranque para as disquetes.
- bin, manpages, doc:
Cada uma destas directorias representa um "pacote" gigante (o bin é
cerca de 28MB), e cada um está dividido em ficheiros de 256KB, os quais
são concatenados e mandados para o "tar" através de um "pipe"
durante a instalação.
- src:
Esta directoria contém as sources de várias partes do sistema,
como o kernel (ssys), os binários de utilizador (subin), os de sistema
(ssbin), etc, todos eles divididos em ficheiros de 256KB.
Aqui acaba-se a distribuição básica. Com apenas a
directoria "bin" temos um sistema perfeitamente funcional com suporte dos
protocolos de rede, e que pode compilar-se a si próprio (depois de
instalarmos as sources =). O método tradicional de upgrade de um
sistema BSD é instalar as sources de todo o sistema,
actualizá-las por CVS (cvsup) e instala-las depois de compiladas.
A outra opção é puxar todas partes necessárias
(no minimo o kernel e o bin) cada vez que sai uma nova versão oficial,
e instala-las em cima do sistema actual (é o que faz a
opção upgrade do sistema de instalação).
Além das directorias anteriores existem ainda as seguintes:
- packages:
Esta directoria contém os "pacotes" de binários prontos a
instalar (com o comando "pkg_add"), são instalados em /usr/local
por default.
- ports:
Esta directoria contém o ficheiro "ports.tar.gz", o da versão 4.0
ocupava cerca de 8MB. Depois de descomprimido gera uma árvore
enorme (em termos de numero de directorias).
Ao contrário da filosofia do Linux, que é descentralizada
(existem mais de uma centena de distribuições, todas usando o
mesmo kernel), a do FreeBSD é centralizada, e não há
distinção (em termos de versão) entre o kernel e o resto
do sistema, evoluem ambos ao mesmo tempo e devem ser actualizados em
conjunto.
Os "ports" ligam o FreeBSD ao
resto do mundo OpenSource, não
contêm as sources em si, mas sim uma árvore organizada por tipo
de programa (www, x11, shells, etc), cada directoria contém um conjunto
de Makefiles e patches para que o respectivo programa possa ser compilado e
instalado no sistema com o minimo de esforço. É possivel puxar
os "ports" individualmente, mas não é aconcelhável por
causa das dependências e das macros comuns a todos os "ports".
Em tendo o "port" de um programa é só fazer "make install" na
respectiva directoria, as sources do programa são procuradas
no disco, caso não sejam encontradas são puxadas da Net (os
Makefiles incluem a informacao necessária), configuradas (em caso de
dependêcias estas são todas resolvidas recursivamente usando o
mesmo processo), compiladas e instaladas, tudo com um unico
comando. Depois de instalado é possivel fazer um "pacote" do programa.
É possivel encontrar os pacotes já compilados nas
distribuições completas (4 CDs) ou nos FTPs do FreeBSD, embora
possam não corresponder à ultima versão do "port". A
evolução dos "ports" pode ser acompanhada no site
http://www.freshports.org.
Quem estiver interessado em fazer "ports" ou saber como se fazem siga este
link.
Utilização
Um dos objectivos do BSD é ser o mais fiel possivel ao UNIX original,
por isso as utilidades do sistema são totalmente compativeis com estas,
fugindo às versões alternativas como as da GNU, que são as
usadas em Linux (as versões da GNU fazem parte dos "ports" do BSD),
isto torna o sistema extremamente desconfortavel para alguém habituado
às utilidades da GNU.
Uma das coisas de que gostei foi o facto das consolas virtuais manterem o
buffer, em linux se mudamos de consola ela perde o buffer (deixamos de poder
fazer Shift-PageUP/PageDown), e algo que não gostei foi não
haver Shift-PageUP/PageDown, em vez disso temos que activar a tecla ScrollLock
e depois usar PageUp, PageDown e/ou os cursores. As consolas guardam a
localização em que estavam e o estado da tecla ScrollLock antes
de mudarmos para outra consola.
E voltei ao linux =), a experiencia de FreeBSD foi curta ... os unicos
vestigios que deixou foram dois screenshots tirados no BeOS
(telnet,
telnet e apache), queria ter um
servidor a funcionar e não tinha tempo nem paciência para
aprender a configurar um sistema FreeBSD, já conheço bem o
Debian GNU/Linux e sempre há vantagens em usar o mesmo sistema nas duas
máquinas.
Links
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